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Como Ganhar Renda Passiva com USDC em 2026

O setor de protocolos de empréstimo descentralizados retoma o crescimento em 2025, mostrando o interesse renovado no mercado de ativos digitais. Segundo relatório da Bernstein, com base na variação mensal deste ano, seis dos dez protocolos que mais geram receita são considerados avanços desses protocolos descentralizados.

No mesmo período, a Ethereum, a segunda maior blockchain e principal plataforma para projetos de empréstimo descentralizado, registrou receita líquida de US$ 365,46 milhões no primeiro trimestre de 2025 — praticamente 200% mais do que no trimestre anterior (Q4 2023), quando a receita somou US$ 123 milhões, aponta o relatório. Esse crescimento também levou as transações diárias médias na Ethereum em 2025 a superar as do ano passado, aproximando-se do pico de atividade observado em 2021. Os autores do relatório associam esse movimento ao aumento da atividade dos protocolos descentralizados no trimestre.

Esses sinais indicam que o setor de protocolos descentralizados está ganhando força, oferecendo oportunidades vantajosas para investidores que querem entender como atuar com contratos inteligentes. O objetivo deste artigo é examinar o potencial de rendimento atual desses protocolos e apresentar ideias sobre como gerar renda passiva investindo neles.

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O que são os protocolos de empréstimo descentralizados?

Os protocolos de empréstimo descentralizados mudam fundamentalmente o cenário financeiro. Diferente das finanças tradicionais, em que bancos e outras instituições atuam como intermediários, esse modelo elimina os intermediários. É um conceito construído sobre a tecnologia blockchain, no qual serviços financeiros como financiamento, negociação e investimento são regidos por contratos inteligentes — contratos autoexecutáveis cujas regras estão escritas diretamente no código.

Esse modelo tem suas raízes no Bitcoin, a principal rede descentralizada de moeda digital. No entanto, foi somente após o lançamento da Ethereum, em 2015, que o verdadeiro potencial dos protocolos descentralizados começou a se revelar.

A plataforma Ethereum deu a desenvolvedores a possibilidade de criar aplicativos descentralizados (DApps), capazes de automatizar operações financeiras complexas. Desde então, esses DApps evoluíram para uma ampla gama de serviços, de exchanges descentralizadas (DEX) a plataformas de crédito, todos operando sem depender de uma autoridade central.

Contratos inteligentes, DApps e a própria blockchain são considerados os elementos centrais desse ecossistema. Contratos inteligentes são a base que garante a execução dos acordos sem intervenção humana.

Os DApps são as interfaces que interagem com esses contratos, oferecendo serviços semelhantes aos do sistema bancário tradicional, mas sem as barreiras clássicas. E a blockchain, em especial a Ethereum, funciona como um registro público e transparente, no qual todos os dados de cada operação ficam gravados.

Esses protocolos abrem portas ao oferecer serviços financeiros sem exigir comprovação de renda, situação patrimonial ou verificação de identidade tradicional. Além disso, qualquer pessoa pode auditar o código desses projetos, o que contrasta com a opacidade comum às práticas bancárias tradicionais. Esse modelo também funciona de forma contínua, sem interrupções, oferecendo um nível de disponibilidade e desempenho com o qual os sistemas tradicionais simplesmente não conseguem competir.

Isso também torna esse modelo especialmente atraente para quem deseja gerar renda ativa sem a burocracia e as barreiras regulatórias comuns ao sistema financeiro tradicional.

Como funcionam os protocolos de empréstimo descentralizados?

Os protocolos de empréstimo descentralizados ampliaram as possibilidades de investimento em ativos digitais, tornando possíveis combinações inéditas para gerar renda passiva.

No fundo, esses protocolos são construídos sobre tecnologia blockchain e operam em redes específicas, como a BNB Chain e a Ethereum. Essas redes eliminam a necessidade de um intermediário ao usar uma infraestrutura financeira peer-to-peer (P2P) descentralizada.

Isso permite que os usuários forneçam capital, tomem empréstimos e mantenham alta liquidez. Como consequência, as taxas de retorno tendem a ser maiores do que nas instituições financeiras tradicionais, como bancos, já que há menos intermediação na operação.

Em um sistema financeiro centralizado, seus recursos ficam sob custódia de instituições, como bancos, cujo principal objetivo é gerar receita. Dentro desse modelo, existem diversos intermediários ao longo da cadeia de transação.

Em cada etapa, esses intermediários garantem a transferência de recursos entre as partes e cobram uma taxa pelo serviço.

Os modelos descentralizados dão a pessoas, empreendedores e empresas a possibilidade de realizar operações financeiras com o apoio de tecnologias emergentes, eliminando a necessidade de intermediários no sistema financeiro.

Para isso, utilizam conexões financeiras peer-to-peer combinadas com avanços em comunicação, software, hardware e protocolos de segurança.

É possível negociar, tomar e conceder empréstimos com o apoio de software que registra e comprova cada operação financeira em bases de dados distribuídas, acessíveis de qualquer lugar do mundo, desde que haja conexão com a internet.

Esses protocolos usam essa tecnologia para se libertar de modelos financeiros centralizados, permitindo que qualquer pessoa tenha acesso a oportunidades financeiras em qualquer parte do mundo.

Como investir em protocolos descentralizados com a 8lends

Se você está considerando investir em ativos digitais, é importante focar em alguns pontos e dicas que podem ajudar você a tomar uma decisão mais consciente sobre esses protocolos.

Considerando que esse mercado está atualmente saturado de milhares de projetos de ativos digitais, pode ser difícil identificar quais investimentos fazem sentido para crescimento de longo prazo e quais são mais adequados para operações de curto prazo.

Por exemplo, se um ativo digital promete baixo risco e recompensa muito alta, na maioria das vezes trata-se de um esquema de pirâmide sem viabilidade de longo prazo.

É mais indicado investir em ativos altamente líquidos dentro desses protocolos, com comunidades relevantes de desenvolvedores e usuários, além de estudos independentes que confirmem a metodologia de avaliação de risco adotada pelo protocolo.

Por que os protocolos de empréstimo descentralizados são importantes?

Por meio de carteiras digitais próprias e serviços de negociação criados especificamente para pessoas físicas, esses aplicativos dão aos usuários um nível elevado de controle sobre seus ativos financeiros. A base desses protocolos é a tecnologia blockchain, a mesma que sustenta o Bitcoin.

A blockchain permite que múltiplas instituições mantenham um registro dos eventos de transação, sem depender de uma chave centralizada.

Isso é importante porque modelos centralizados e intermediários — os chamados "gatekeepers" — têm o poder de limitar o ritmo e a complexidade das transações, além de oferecer menos controle direto aos usuários sobre seus próprios recursos. Esse modelo é único por ampliar o uso da blockchain além das simples transferências de moeda, levando-a a aplicações muito mais sofisticadas no setor financeiro.

O conceito original do Bitcoin, considerado uma moeda digital, foi ampliado e moldado por esses protocolos, o que levou à criação de versões digitais completas das finanças tradicionais, mas sem as comissões normalmente associadas a elas. Isso pode, no futuro, contribuir para mercados financeiros mais transparentes.

Plataformas descentralizadas para gerar renda passiva

Vamos conhecer algumas das principais plataformas desse tipo para começar a gerar renda passiva.

Aave (AAVE) — A plataforma Aave é considerada uma das mais populares e conhecidas nesse ecossistema.

Para começar a usar a Aave, os usuários devem depositar um ativo digital e o valor desejado. Com base nos recursos que os investidores depositam, os usuários passam a receber rendimento passivo, de acordo com a demanda do mercado.

A plataforma também permite que os usuários tomem empréstimos, usando o valor depositado como garantia. Além disso, recompensa usuários pela participação no fornecimento de liquidez ao seu ativo AAVE.

Synthetix (SNX) — A Synthetix é uma plataforma em rápido crescimento que permite aos usuários criar seus próprios ativos sintéticos, chamados de "synths".

A plataforma permite que os usuários troquem ativos digitais por ações, moedas, commodities e outros ativos. Embora opere na blockchain da Ethereum, além dos ativos digitais, oferece a possibilidade de negociar moeda fiduciária, derivativos e outros ativos.

Os usuários podem apostar na valorização de um ativo sem realmente possuí-lo, para obter lucro — o que a torna uma das plataformas mais populares desse ecossistema.

Curve (CRV) — A Curve Finance é uma plataforma de negociação descentralizada voltada para a troca de moedas digitais estáveis e derivativos digitais de Bitcoin.

Os usuários podem fornecer alta liquidez em moedas digitais estáveis aos protocolos da Curve e obter rendimento passivo a partir das taxas cobradas nas negociações.

As taxas geradas pelas transações realizadas na plataforma são distribuídas aos usuários com base nos recursos que eles fornecem.

Quais são os riscos desses protocolos?

Apesar de abrirem grandes oportunidades, esses protocolos também envolvem riscos. A vulnerabilidade dos contratos inteligentes, a volatilidade do mercado e a incerteza regulatória estão entre os principais riscos associados a esse modelo.

Por isso, a diversificação dos investimentos, a informação e o uso de plataformas confiáveis são fundamentais para reduzir esses riscos. Os riscos incluem:

Segurança

Esses aplicativos são construídos sobre uma tecnologia blockchain relativamente nova e ainda não totalmente testada. Já houve diversos casos de grande repercussão envolvendo invasões a esses aplicativos, por isso a escolha deve ser feita com cuidado.

Complexidade

Esses aplicativos podem ser complexos e difíceis de entender. É importante pesquisar bem antes de usar qualquer um deles.

Volatilidade

Os preços dos ativos digitais usados nesses aplicativos são instáveis. Isso significa que seus investimentos podem perder valor rapidamente.

Um exemplo de protocolo descentralizado

O termo é usado de forma geral para qualquer aplicativo que utilize blockchain e tecnologia de ativos digitais para oferecer serviços financeiros. Alguns desses aplicativos oferecem desde serviços básicos, como contas de poupança, até serviços mais avançados, como fornecimento de liquidez para empresas ou investidores. Um dos provedores mais conhecidos é a Aave, que funciona como um "sistema descentralizado de negociação de liquidez sem custódia", permitindo que qualquer pessoa participe como fornecedor de liquidez ou tomador de empréstimo.

A Aave permite que você deposite seus ativos digitais para gerar receita de juros a partir de usuários que têm a possibilidade de tomá-los como empréstimo.

Conclusão

O crescimento desses protocolos de empréstimo descentralizados abre grandes oportunidades para gerar renda com o apoio dos seus ativos digitais. Neste guia, analisamos dez estratégias principais, cada uma com suas próprias vantagens e características. Não se esqueça de que esse é um setor em rápida evolução e que, antes de aplicar qualquer uma dessas estratégias, você deve realizar uma pesquisa cuidadosa. Ao avaliar bem sua tolerância a risco, seus objetivos de investimento e seu conhecimento do setor, você pode aproveitar o potencial desses protocolos para desbloquear uma nova forma de oportunidade financeira.

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